O grande presente
foi ter visto a programação
lá estava múltiplas
fases de bailados
do espelho que reflete
a metamorfose do homem
que intermedeia a parte
onírica de você
A carta que remete
em você
O destino inalterado
do interlocutor destinatário
que em círculos descreve
O remetente involuntário
envolto em amor fatiado
assediado na ânsia de querer
o fatiado amor inalterado
de quermesses subjetivas
de amparo remendado
de memórias da programação
passada que re-a-vive
a cada ação passada.
Escarlate de carta
Cartola que esconde-esconde
pulinhos de coelhinhos
facetado em metamorfoses
aritméticas do encontro
desencontro redescoberto
na ausência curiosa
de nós mesmos
de mínimo esmo
esmagado na incoerência
De não nós sermos.

26 de mar. de 2008
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