Vida, vida, vida
leve surda
ácida vida
Andresa Reis
MOmentOS INTERmitENTES
Eu
Entes
10/09/2009
22/08/2009
Para Hanna Flor
Oblíqua pintura de mulher
Consoante ausência
que reaflora a flora da menina mulher
de figura que interpela os in-conscientes
Esfinge híbrida coerente
carente, recente
que sente
remota sentinela cadente
que chora e bebe mar
Na ávida!
Rajada batida
que há
que havia
na superfície escarlate
no fundo havia
Não, há
recorrência fuga
de lua
minguante no ressonar
quarto crescente na mão da menina
cheia no coração aberto pro mar
nova nos olhos cor de âmbar
da flora que reaflora na mulher menina
menina mulher
Flor que reaflora a cada dia
a cada noite
inaudita, inalterada
de flora exposta
lânguida e híbrida
na candura bruta
de flor mulher
Na delicadeza selvagem
de flor menina
que reaflora
a flora
contida
oblíqua
da pintura de
mulher menina
menina mulher.
Andresa Reis
Consoante ausência
que reaflora a flora da menina mulher
de figura que interpela os in-conscientes
Esfinge híbrida coerente
carente, recente
que sente
remota sentinela cadente
que chora e bebe mar
Na ávida!
Rajada batida
que há
que havia
na superfície escarlate
no fundo havia
Não, há
recorrência fuga
de lua
minguante no ressonar
quarto crescente na mão da menina
cheia no coração aberto pro mar
nova nos olhos cor de âmbar
da flora que reaflora na mulher menina
menina mulher
Flor que reaflora a cada dia
a cada noite
inaudita, inalterada
de flora exposta
lânguida e híbrida
na candura bruta
de flor mulher
Na delicadeza selvagem
de flor menina
que reaflora
a flora
contida
oblíqua
da pintura de
mulher menina
menina mulher.
Andresa Reis
29/06/2009
...
O homem pega o papel do lixo pra limpar sua sujeira
A criança passa correndo da fome
O carro acelera o passar do sinal amarelo
O transeunte respira com a cabeça encostada no chão, sustentando seus 200 quilos de grilos
O velho caga a sombra da morte
A mulher decipa sua responsabilidade geradora
E os outros,
nós outros,
outros mesmos,
outros eus
que se explodam.
Andresa Reis
A criança passa correndo da fome
O carro acelera o passar do sinal amarelo
O transeunte respira com a cabeça encostada no chão, sustentando seus 200 quilos de grilos
O velho caga a sombra da morte
A mulher decipa sua responsabilidade geradora
E os outros,
nós outros,
outros mesmos,
outros eus
que se explodam.
Andresa Reis
25/06/2009
São caos
O calculado caos desmedido
Respira, inspira o
oco acaso de
paredes enfileradas
construídas, destruídas
na superfície aérea
poluída do horizonte
sombra deserta
remontada na transviada
cadência do caos de pé, chão
Força de ter não ter
Todas as coisas
Não ser para quem vê
o inaldito caso caos pensado
das coisas corruendo pessoas
pessoas corruendo pessoas
pessoas corruendo coisas
coisas curruendo coisas
ascos de coisas
sensações mesmas
sensações outras
sensações...
na construção, destruição
do caos medido
sentido
santificado
calculado
pelo
São
caos
Amém.
Andresa Reis
Respira, inspira o
oco acaso de
paredes enfileradas
construídas, destruídas
na superfície aérea
poluída do horizonte
sombra deserta
remontada na transviada
cadência do caos de pé, chão
Força de ter não ter
Todas as coisas
Não ser para quem vê
o inaldito caso caos pensado
das coisas corruendo pessoas
pessoas corruendo pessoas
pessoas corruendo coisas
coisas curruendo coisas
ascos de coisas
sensações mesmas
sensações outras
sensações...
na construção, destruição
do caos medido
sentido
santificado
calculado
pelo
São
caos
Amém.
Andresa Reis
07/06/2009
Bem
Bem-te-vi sem pátria
voo que escreve sua morada
Remoto bem de Bem-te-vi
Bem-te-vi
Bem-te-vi.
Bem, te vi
Bem, te vi
ontem,
anteontem
Te vi, bem
Tu esta_vás sem morada,
sem mala
sem remédio
sem eira nem beira
mas tu esta_vás lá
E eu ia ia
atrás de ti, Bem
E eu vou vou
voo voo voo
atrás de tuas asas caídas
Vás pássaro contente
esmaga o seu soluço
e canta a sua angústia
que delíra
Bem-te-vi
Bem-te-vi
Bem-te-vi
Vi, Bem
te vi Bem
Bem, te vi ontem.
Andresa Reis
voo que escreve sua morada
Remoto bem de Bem-te-vi
Bem-te-vi
Bem-te-vi.
Bem, te vi
Bem, te vi
ontem,
anteontem
Te vi, bem
Tu esta_vás sem morada,
sem mala
sem remédio
sem eira nem beira
mas tu esta_vás lá
E eu ia ia
atrás de ti, Bem
E eu vou vou
voo voo voo
atrás de tuas asas caídas
Vás pássaro contente
esmaga o seu soluço
e canta a sua angústia
que delíra
Bem-te-vi
Bem-te-vi
Bem-te-vi
Vi, Bem
te vi Bem
Bem, te vi ontem.
Andresa Reis
26/05/2009
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